POR EDUARDO GIRÃO O século XXI chega sob o impacto da revolução dos meios de comunicação e das novas tecnologias da informação. É inegável sua influência na complexa sociedade globalizada, sobretudo entre os mais jovens, mesmo aqueles menos favorecidos socialmente. Com as mudanças sociais, culturais e comportamentais decorrentes nas últimas décadas, o papel da escola passa a ser o de transformar alunos em cidadãos mais participativos, conscientes de seus direitos e deveres, com condições de aprender a relacionar aspectos curriculares com a vida presente/cotidiana valorizando as competências individuais e coletivas. Diante dessa realidade, é necessário repensar alguns paradigmas pedagógicos. Um dos desafios é garantir aos alunos a escolha de serviços educacionais de qualidade e diferenciados de acordo com suas necessidades e interesses. Reformular os programas pedagógicos, flexibilizar as estruturas de ensino, criar interdisciplinaridade dos conteúdos, melhorar o relacionamento da instituição com outras esferas sociais e com a comunidade de entorno, estimular a cooperação, interatividade e o respeito às diferenças são algumas táticas que podem contribuir para a melhoria da educação básica. A gestão envolvendo aspectos políticos, pedagógicos e administrativos desse novo contexto histórico implica a adoção de novas formas de decisão, mais rápidas e menos burocráticas, garantindo maior autonomia para todos os envolvidos no processo ensino-aprendizagem. Quanto aos docentes, é importante a valorização da formação continuada, a revisão dos métodos e conteúdos de ensino, a reflexão crítica das hierarquias escolares, a organização dos tempos dentro e fora da sala de aula. Alguns educadores da EEF Honório Bezerra já tentam equilibrar métodos da pedagogia tradicional - considerada resistente à utilização das mídias como parte do processo educativo - com a pedagogia moderna - mais flexível às novidades tecnológicas. Apesar do esforço, ainda há muita dúvida por parte dos professores em apoiar essas mudanças. Para a implementação de um plano de relacionamento que satisfaça os envolvidos, políticas públicas precisam ser repensadas e colocadas em prática. Nesse caso, o apoio dos governos Federal e Estadual é essencial no fortalecimento dos recursos humanos, tecnológicos e de infraestrutura. A realização de ações de relacionamento voltadas para a comunidade escolar é fundamental para qualquer instituição de ensino que pretenda atender as expectativas de seus alunos. Referencial Bibliográfico CASTELLS, Manuel. A era da informação: economia, sociedade e cultura. São Paulo: Paz e Terra, 1999 (Volume 1). Prólogo e Capitulo 1. KENSKI, Vani Moreira. Educação e Tecnologias: o novo ritmo da informática. Campinas: Papirus, 2007. PRADO, Maria Elisabette B. B.; ALMEIDA, M. E. B.: Desafios e possibilidades da integração de tecnologias ao currículo. São Paulo, 2008. Disponível em:
QUE TAL UM PLANO DE RELACIONAMENTO VOLTADO PARA A COMUNIDADE ESCOLAR COMO TÁTICA DE FIDELIZAÇÃO DE ALUNOS E PROFESSORES
| author: Honório BezerraPosts Relacionados:
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